sexta-feira, 14 de junho de 2019

GOVERNO DISPENSA 287 TIPOS DE EMPRESAS DE ALVARAS DE FUNCIONAMENTO

Medida, parte da regulamentação da MP da Liberdade Econômica, atinge bares, manicures e borracharias, entre outros.

O secretário de Desburocratização , Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, anunciou nesta quarta-feira que negócios considerados de baixo risco podem ser dispensados de alvarás e licenças prévias para operar. Estão contemplados pela medida pequenos empreendedores, como cabeleireiros, manicures e bares, que até hoje precisavam desse tipo de autorização para abrir seu negócio. Todo esse comércio seguirá sendo fiscalizado.

- O objetivo é retirar um pouco o peso da burocracia e o excesso de regulamentação para pequenos e médios empreendedores. Hoje o Brasil ocupa a 109ª posição no ranking "Doing Business" (melhores países para fazer negócios), e o grande avanço da MP é tirar o foco do Estado das atividades que não oferecem risco e canalizar a força regulatória para atividades de alto risco – disse ele.

A mudança definida pelo Ministério da Economia estabelece uma nova matriz de risco para as atividades econômicas em geral. Até então, elas estavam classificadas entre alto ou baixo risco. Neste segundo caso, vistorias e fiscalizações eram feitas depois da abertura do negócio – mas ainda era necessário requisitar junto ao governo alvarás prévios, geralmente relativos à prevenção de incêndio, a regras sanitárias e a controle ambiental. Agora, o governo divide o risco em três categorias (alto, médio e baixo) e 287 tipos de negócios como cabeleireiros, bares e borracharias. Eles não vão mais precisar pedir essas licenças antes de começar a funcionar.

A chamada Medida Provisória da Liberdade Econômica foi criada para facilitar a abertura e o funcionamento de empresas, trazendo pontos como a redução das exigências para pequenas e médias empresas abrirem capital na Bolsa; reduzir opções para o poder público e os sindicatos restringirem horários de funcionamento de comércio, serviços e indústria, observando o sossego público, entre outras.

O diretor do departamento de registro empresarial da secretaria de Desburocratização, André Ramos, enfatizou que a facilitação não anula a necessidade de cadastros tributários, como CNPJs e inscrições estaduais e municipais das empresas. Ele disse ainda que a fiscalização continua:

– A mudança não torna as empresas imunes à fiscalização. O que não pode acontecer é essa fiscalização ser condição para ela exercer sua atividade. Mas isso não significa que será possível abrir negócios em qualquer lugar, em local público, ou que haverá dispensa de registro para atividades regulamentadas por lei, como é o caso de contadores e advogados.

Segundo o Ministério da Economia, a mudança tem efeitos imediatos e vale como diretriz para estados e municípios. Os governos regionais, no entanto, continuam tendo a prerrogativa de estabelecer regras mais restritas ou mais amplas que as definidas pela MP.

– Enquanto o município não fizer, valerá resolução publicada hoje – afirma Ramos.




Fonte: O Globo


quarta-feira, 12 de junho de 2019

5 DICAS DE MARKETING DIGITAL PARA PEQUENAS EMPRESAS

Carlos é um empresário do setor de imóveis. Dono de uma pequena imobiliária no centro de uma cidade no interior. Todo dia Carlos posta fotos dos seus imóveis no perfil comercial que criou para sua imobiliária no Instagram. Em uma conversa informal com um de seus clientes, quando questionado sobre quais estratégias de marketing ele acha que dá mais retorno, Carlos respondeu que nunca fez nenhuma ação de marketing.

Temos uma notícia importante para dar ao Carlos: Instagram é marketing, Carlos! Marketing digital. Aliás, uma das estratégias com maiores retornos no momento. E por que não seria, não é mesmo? Atire o primeiro smartphone quem não tem uma conta em uma rede social, quem não recebe e-mails de empresas ou quem não busca informações sobre produtos ou serviços no Google.

Redes sociais, blogs, anúncios no Google, e-mail marketing. Essas são apenas algumas das estratégias digitais que você pode utilizar para atrair e captar mais clientes, além é claro de posicionar a sua marca no mercado.

O marketing digital pode não operar milagres, mas que ele ajuda (e muito) a sua empresa a escalar, ele ajuda! Acompanhe o texto para entender:


1 – Como criar uma estratégia de marketing digital?
Vamos pegar o nosso amigo Carlos como exemplo. Inocentemente ele nem sabia que estava contando com a ajuda do marketing digital para vender e alugar mais imóveis. Isso por que, como a maioria das pequenas empresas, Carlos não se preocupou em criar uma estratégia de marketing digital.

Ele simplesmente criou uma conta no Instagram e posta seus imóveis disponíveis ali. Embora as postagens estejam dando uma forcinha ao negócio; se Carlos tivesse um planejamento estratégico de marketing, poderia se beneficiar muito mais do poder das redes sociais, por exemplo.

Ok, mas por onde começar?

Em primeiro lugar, a imobiliária do Carlos precisa de uma persona. Persona é o cliente ideal, aquele em que sua empresa deve focar todos os esforços. Como é essa pessoa? Homem, mulher? Que idade ela tem? Do que gosta? Qual comportamento de compra? Qual ambição na vida? Quais são suas dores? O que ela procura? Por que recorreria a seu produto ou serviço?

Para criar a persona, quanto mais informações você tiver desse cliente em potencial mais assertiva será sua estratégia. Sua empresa pode ter mais de uma persona, é claro. Lembre-se que o fato de delimitar uma persona não significa que você excluiu todos os outros possíveis clientes da sua lista, você apenas terá um foco mais delimitado.

Depois de definir sua persona(s) é hora de escolher as estratégias de marketing digital em que você vai apostar. Você pode investir em todas, em uma, duas, três. Você precisa avaliar qual delas faz mais sentido para o seu negócio e qual o retorno esperado.


2 – Marketing de conteúdo: quando devo usar?
Vamos te contar um segredinho: sabe este texto aqui. Este que você está lendo agorinha. Isso chama-se marketing de conteúdo. O marketing de conteúdo é uma estratégia que utiliza conteúdo relevante (textos, vídeos, fotos, infográficos, etc) para a sua persona, para educá-la sobre o seu mercado, produto, serviço, etc. Você vai oferecer diferentes tipos de informação para o seu possível cliente, de acordo com a necessidade dele e de sua posição no funil de vendas (topo, meio ou fundo)

O marketing de conteúdo ajuda a criar valor para a sua marca e engajar os seus clientes.

Para você ter uma ideia da importância do Marketing de Conteúdo, 73% das empresas* brasileiras já adotam essa metodologia na sua estratégia de aquisição de clientes e 61,8% das que ainda não utilizam pretendem adotá-la em breve.

Na maioria das vezes o marketing de conteúdo é utilizado em sites, mais precisamente em blogs, mas as redes sociais também são um canal de divulgação, atração e captação de clientes através de conteúdos relevantes.

O marketing de conteúdo ajuda você aumentar o tráfego no seu site, o que por sua vez ajuda o seu site a ser mais facilmente encontrado pelo Google e outros mecanismos de busca.  Empresas que utilizam Marketing de Conteúdo tem, em média, 2,2 vezes mais visitas em seus sites, ou seja, mais clientes.

Mas como isso acontece? Como as pessoas vão encontrar o seu conteúdo? Bom, é aí que entre o SEO.

IMPORTANTE:
SEO (search engine optimization) e SEM (search engine marketing) são estratégias de marketing similares, porém com finalidades distintas.

SEO: são táticas utilizadas para melhorar a posição orgânica (gratuita) de um site no Google (e em outros buscadores).

SEM: são estratégias utilizadas que incluem o SEO, a partir de anúncios pagos. Isto é, sua empresa compra uma palavra chave e a partir dela cria campanhas para conquistar clientes.


3 – SEO (Search Engine Optimization): seja encontrado pelos seus clientes
SEO nada mais é do que otimizar o seu site e os seus conteúdos para que os mecanismos de busca, tipo Google, o encontrem mais facilmente. Por exemplo, no caso da imobiliária do nosso amigo Carlos, como as pessoas que procuram um apartamento de 3 quartos com piscina no centro da cidade podem encontrar o site da empresa do Carlos no Google? Quais palavras devem estar inseridas no site e no conteúdo da imobiliária para que o possível cliente do Carlos chegue até ele?

Em primeiro lugar se ao digitar “apartamento 3 quartos com piscina centro” no Google a imobiliária dos Carlos aparecesse como um dos primeiros resultados, com certeza ele teria maiores chances de conquistar o cliente, certo?

E quem diz isso não somos só nós: 90% das experiências online começam com uma pesquisa e os 5 primeiros resultados do Google ganham 67% dos cliques.

É exatamente aí que o SEO ajuda. Com o SEO, você melhora a visibilidade, a credibilidade, e aumenta o seu resultado financeiro. Tudo isso com uma verba muito menor do que outras estratégias, por exemplo. É claro que o trabalho de SEO exige esforço e leva tempo, mas os resultados a longo prazo valem a pena!


4 – SEM (Search Engine Marketing): pagar ou não pagar, eis a questão
Como para tudo na vida existe um caminho mais rápido. Existe sim uma forma de aparecer ali em cima nos mecanismos de busca, sem contar somente com a ajuda do SEO, mas ela exige um investimento. Dependendo da palavra que você quer, um investimento bem alto. Mas caso seja sua opção, estamos falando dos anúncios pagos, ou ads. Os ads fazem parte da estratégia de SEM – Marketing dos Mecanismos de Busca.

Isso quer dizer que basta eu ter dinheiro para investir nos anúncios? Sim e Não! Como qualquer outra estratégia, os ads exigem conhecimento, pesquisa e planejamento. Além disso, se a sua marca, produto ou serviço não estiver consolidada no mercado fica mais difícil gerar valor, provar sua credibilidade e qualidade. O ideal é unir o SEO com SEM para construir um caminho de sucesso aos poucos.


5 – Utilizando as Redes Sociais de forma correta
As redes sociais são um grande aliado da comunicação e do marketing de toda e qualquer empresa. Com linguagem mais leve e muitas vezes até divertida, as redes conseguem atrair diferentes públicos e são uma das estratégias de maior impacto atualmente.

Muita gente ainda encara as redes sociais como um lugar de compartilhamento de imagens sem valor ou pessoais, mas apesar de o objetivo principal das redes sociais não ser a geração de vendas, diretamente, isso pode ser possível.

Por ser uma ferramenta com um acesso direto ao cliente e engajamento diário, as redes sociais ajudam as empresas a criarem um relacionamento com o comprador, além é claro de uma identidade de marca.

É possível ainda criar ads nas redes sociais para atingir um público cada vez mais específico, e contar com a ajuda de influenciadores digitais para disseminar o seu produto, serviço e estabelecer credibilidade. Lembre-se que a máxima do conteúdo relevante também é essencial aqui. De nada adianta postar fotos, vídeos e informações que não sejam interessantes para a sua persona.


6 – E-mail marketing: ainda vale a pena apostar
Muita gente ainda se questiona quando o assunto é e-mail marketing. Mas eles ainda funcionam? Por incrível que pareça sim!

A palavra de ordem aqui é personalização. No mar de emails marketing recebidos diariamente na sua caixa de entrada, a grande sacada é contar com a criatividade e apostar em conteúdos personalizados. A tecnologia pode te ajudar nesse sentido.

Quando o cliente percebe que o seu e-mail é diferente, que foi criado para ele, que vai resolver um problema que ele tem, suas chances de abertura, resposta e eventualmente compra são bem maiores.

O marketing digital é com certeza uma ferramenta obrigatória para pequenas empresas que desejam se destacar no mercado. Afinal a internet é casa do novo marketing boca-a-boca. Comentários, indicações, reclamações, todas as informações necessárias para se comprar ou não de uma empresa podem ser encontradas online e você não vai querer ser o único a não se beneficiar desse universo.

Como toda boa estratégia, o marketing digital precisa de planejamento, análise e atenção na hora de executá-lo. Avalie as melhores estratégias e ferramentas para você e invista sem medo!


segunda-feira, 3 de junho de 2019

INFORMATIVO CODESPA - 06/2019

DESTAQUES DO MÊS
- Como fazer prospecção de clientes
- Cinco passos para iniciar um novo negócio com segurança jurídica e patrimonial
- Quants dias sua empresa trabalha para lucro zero?

ENCARTE ESPECIAL
Como a organização financeira pode ajudar a administrar o dinheiro da sua empresa
 Informativo Codespa 06/2019


 Baixar Informativo Codespa 06/2019

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O QUE É BPO FINANCEIRO?

Muitas empresas têm se perguntado o que é BPO financeiro e não é para menos. Esse conceito vem ganhando corpo entre as empresas brasileiras, especialmente naquelas que implementam processos nos quais a regra é ser mais assertivo, atuando diretamente no core do negócio.

A tecnologia tem um papel fundamental nesse sentido. Adotar ferramentas de gestão contábil hoje é mais do que simplesmente atualizar o seu negócio, mas sim se constitui em um diferencial competitivo necessário para se manter no mercado. Vamos conhecer mais detalhes sobre esse processo empresarial?

O que é BPO Financeiro?
BPO é uma sigla em inglês para Business Process Outsourcing, que em tradução direta seria algo como Terceirização de Processos de Negócio. Em outras palavras, a ideia é terceirizar todas as atividades da empresa que não correspondam a algo relacionado à atividade fim da companhia. E o setor financeiro é uma possibilidade comum.

Suponha que a sua empresa fabrique peças para caminhões. A atividade fim da companhia, portanto, é transformar a matéria prima adquirida em peças para caminhões e comercializá-las com outras empresas. A atividade financeira, embora seja essencial, não é a finalidade principal da companhia e, portanto, pode ser conduzida por equipes especializadas.

Entre as atividades financeiras que podem ser delegadas estão inclusas contas a pagar e receber, controle do fluxo de caixa e até mesmo o faturamento e o pagamento de impostos, taxas e tributos. Se você tem um profissional de contabilidade terceirizado em sua empresa, por exemplo, já tem um princípio de BPO em sua companhia.

Quais são os benefícios do BPO Financeiro para a sua empresa?
São muitos, mas o principal deles é, sem dúvida, permitir que os gestores mantenham o foco naquilo que realmente importa: o desenvolvimento de produtos de qualidade e o bom relacionamento com os clientes. Muitas empresas, competentes em termos produtivos, acabam tendo reveses em sua trajetória por falta de expertise na condução das finanças.

Terceirizar essas tarefas, portanto, pode significar aumento de produtividade, redução de custos e, também, uma melhor estruturação financeira do negócio. Isso porque as atividades relacionadas à contabilidade e às finanças passam a ser executadas por especialistas, que se utilizam de ferramentas eficazes para automatizar processos e minimizar erros. O BPO é, portanto, uma aposta em confiabilidade.

É natural que muitos gestores, especializados em suas respectivas áreas, não tenham conhecimentos específicos para organizar as finanças ou tomar as melhores decisões em termos de negócios. Nesse sentido, atuando como uma consultoria e como uma plataforma operacional, a terceirização do departamento de finanças pode ser bastante proveitosa para o negócio.

Some a isso a possibilidade de reduzir custos trabalhistas, pois os colaboradores responsáveis por essa função passam a ser registrados por outras companhias que não a sua, podendo atuar dentro ou fora da sua empresa. Ainda, a empresa que opta pela terceirização fica livre de faltas, férias ou algo do gênero.

Quais atividades são passíveis de serem terceirizadas via BPO?
Se a atividade tem relação com finanças, em tese, ela pode ser terceirizada sem exceções. No entanto, temos algumas que se destacam entre as mais requisitadas pelos empresários e gestores. Entre elas podemos citar os seguintes serviços:
1. Conciliação bancária;
2. Elaboração do fluxo de caixa;
3. Contas a pagar;
4. Contas a receber;
5. Gestão de indicadores;
6. Análise de crédito;
7. Emissão de documentos fiscais.

Podemos subdividir as atividades listadas acima em dois grupos: operacional e analítico. No grupo das atividades operacionais destacam-se aquelas que são imprescindíveis para o dia a dia da empresa. Quando elas são conduzidas por especialistas, podem ser executadas em menor tempo e com um índice menor de erros.

Já no segundo grupo temos as chamadas atividades analíticas. Aqui, estão incluídos os relatórios produzidos visando dar suporte aos gestores na tomada de decisão. Muitas vezes, as empresas têm as informações, mas não dispõem de meios para cruzar esses dados e elaborar relatórios a partir das constatações.

Ter especialistas responsáveis apenas por essa tarefa pode resultar em melhores condições de suporte à tomada de decisão e, consequentemente, a possibilidade de se fazer escolhas mais assertivas.

BPO é para todos: quais empresas podem se beneficiar com essa estratégia?
Em teoria, tanto grandes quanto pequenas empresas podem se beneficiar com as vantagens que o Business Process Outsourcing proporciona. Embora as razões sejam diferentes, há benefícios claros tanto para negócios ainda em fase inicial quanto para companhias muito bem estabelecidas.

Para aqueles que estão iniciando um negócio, dar atenção à qualidade dos produtos e ao relacionamento com os clientes é essencial. Qualquer tempo “perdido” para se dedicar a outras atividades que não sejam aquelas relacionadas à atividade fim da empresa pesa quando se fala de equipes com quantidades reduzidas de colaboradores.

Portanto, um BPO poderá assumir esse papel, delegando um especialista para acompanhar as finanças do seu negócio, algo que para empresas ainda estágio inicial nem sempre é possível devido ao fato de os salários desses profissionais serem frequentemente incompatíveis com a disponibilidade de capital.

Já para as grandes empresas a situação é diferente. Nesse caso, o que elas mais buscam é redução de custos, pois muitas vezes tem folhas salariais onerosas e inchadas. A reorganização das tarefas e delegação dessas atividades para uma empresa especializada não apenas auxilia na redução dos custos como também proporciona tomadas de decisões mais rápida.

Se for necessário, é possível ampliar o pessoal dedicado a essas tarefas sob demanda. Em outras palavras, não se trata de adicionar gastos fixos à sua folha de pagamento, mas sim de um custo variável que pode ser adaptado a meses nos quais o fluxo de trabalho se apresente em maior volume.

Portanto, há opções para todos os gostos. O mais importante é conhecer as alternativas que existem e colocá-las no papel para descobrir se elas contribuirão para aumentar a produtividade ou reduzir os custos. Se a resposta for positiva, não hesite: siga uma tendência que cada vez mais se consolida tanto em mercados estabelecidos quanto emergentes.


quinta-feira, 23 de maio de 2019

GESTÃO DIGITALIZADA FACILITA EMISSÃO DE NFC-E EM MINAS GERAIS

Os varejistas mineiros terão, em breve, que implantar a Nota Fiscal Eletrônica do Consumidor (NFC-e) em seus estabelecimentos. A movimentação de migração para o documento iniciou em 2017, mas, apenas agora, em 2019, foi publicada a Resolução nº 5.234, que estabelece a obrigatoriedade de emissão da NFC-e em Minas Gerais.

Seguindo o calendário proposto pelo Governo de Minas Gerais, a partir do dia 1º de março de 2019 todos os varejistas já podem começar a emitir a NFC-e. Porém, é só a partir de 1º de abril que haverá enquadramento oficial dos contribuintes, de acordo com o CNAE e a receita bruta anual (especificados na Resolução nº 5.234). Dessa forma, muitos já serão obrigados a emitir a NFC-e. A completa transferência para o modelo digital está prevista para fevereiro de 2020.

Para emissão de NFC-e em Minas Gerais, o contribuinte deverá credenciar-se junto à SEF-MG, conforme orientações disponíveis no Portal SPED MG.


Para que serve e como funciona a NFC-e?
A NFC-e substitui a nota fiscal de venda a consumidor, modelo 2, e o cupom fiscal emitido por Emissor de Cupom Fiscal (ECF). Esta modalidade de nota fiscal, totalmente eletrônica, está alinhada às propostas do SPED fiscal.

Com seu uso, será informatizada a emissão do cupom fiscal, pois toda venda efetuada será registrada e já comunicada a SEFAZ. Esta é uma forma de facilitar a fiscalização e prevenir irregularidades fiscais, além de diminuir o uso de papel e permitir maior integração com as plataformas digitais de gestão e vendas já utilizadas por muitos varejistas.   

Assim como a NFe, a NFC-e é representada por um arquivo XML mas possui uma versão legível, chamada de DANFE. Podemos dizer que a DANFE é uma representação simplificada da NFC-e, um espelho que contém uma chave de acesso e um QR Code para que o consumidor consulte-a na íntegra, assim como a regularidade da mesma, direto no site da SEFAZ. Assim é possível comparar os valores que constam na nota com os que a empresa repassa ao fisco.

A DANFE é impressa no momento da venda do produto, de forma equivalente ao cupom fiscal. A grande diferença é que para a DANFE pode ser usada uma impressora não fiscal, sem necessidade de permissões ou a compra de acessórios caros. Vale lembrar que para usar o Emissor de Cupom Fiscal (ECF) é necessário contar com uma impressora dedicada e integrada com o Programa Aplicativo Fiscal. O equipamento é de alto custo – por volta de R$ 3 mil – e sua aquisição pode inviabilizar a operação e uma possível expansão da loja, por exemplo.


Notas de contingência
Como a NFC-e é totalmente eletrônica, você pode estar se perguntando “e se a internet cair ou eu tiver algum outro problema operacional na hora da venda?”. Não haverá problemas, pois também é permitido que sejam emitidas notas em contingência.

Esta é uma modalidade permitida em alguns estados para situações em que o comerciante não consegue se conectar à internet ou tenha algum imprevisto técnico para transmitir o documento eletrônico em tempo real.

O lojista pode então utilizar a contingência offline, que consiste na emissão da NFC-e sem a prévia autorização do Fisco. A única exigência é que a nota deve ser transmitida à SEFAZ, impreterivelmente, em um prazo de até 24 horas após a venda.

Outro ponto importante: a NFC-e não pode ser corrigida, diferentemente da NF-e. É preciso cancelar o documento, antes de a mercadoria ter deixado o estabelecimento (para vendas remotas, por exemplo) ou antes de completar 24 horas da autorização de emissão da SEFAZ.


O que muda na prática para o lojista a mudança para a NFC-e em Minas Gerais?
A mudança para a NFC-e em Minas Gerais traz vantagens para o varejo. Entre as mais importantes está a possibilidade de emitir notas sem ter que usar uma impressora fiscal e a possibilidade de conseguir expandir pontos de venda sem a burocracia e os altos custos inerentes ao cupom fiscal ECF. Outra alteração significativa é o conceito de operação do caixa, que passará a ser completamente digital.

O primeiro passo para atuar com a NFC-e em Minas Gerais é o registro na Secretaria da Fazenda Estadual, garantindo autorização do estabelecimento para emissão do documento – a autorização se dá por meio do envio do Código de Segurança do Cliente (CSC). Logo na sequência, as empresas que ainda não atuam de forma digital em nenhuma operação deverão providenciar um Certificado Digital, e um programa emissor (software).



segunda-feira, 20 de maio de 2019

PRINCIPAIS ERROS DA DECLARAÇÃO ANUAL DO MEI E COMO EVITA-LOS

O dia 31 de maio é o prazo final para a entrega da declaração anual do MEI. Enquanto muitos correm para colocar a documentação em dia, é importante lembrar quais são os principais erros da declaração anual do MEI cometidos pelos empresários.

Para evitar que você seja mais um na estatística daqueles que entregam a declaração anual com erros, listamos aqui quais são as falhas mais comuns cometidas pelos contribuintes. A ideia é que você possa reconhecê-los e evitá-los, corrigindo a sua declaração à tempo para que não haja dores de cabeça no futuro:

1. Omissão de rendimentos
Esse é o erro mais comum encontrado entre aqueles que fazem a declaração anual do MEI pela primeira vez. Omitir algum rendimento, seja lá por qual razão for, é o maior dos problemas. Para aqueles que emitem notas fiscais, o trabalho é mais simples: basta somar as notas emitidas e verificar qual é o seu faturamento bruto.

Principalmente no período de regularização, é comum que muitos empreendedores deixem de emitir notas e, depois, esqueçam de contabilizar também esses rendimentos. Não caia nesse erro. A declaração deste ano deve conter todos os recebimentos, com nota ou não, compreendidos entre 1 de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior.


2. Erros de digitação
A declaração anual do MEI é bastante simples de ser preenchida, pois basicamente há dois campos: o valor bruto de faturamento e se houve ou não funcionários contratados. Porém, quanto mais simples ela é, maiores são as chances de que erros bobos aconteçam como os de digitação.

Certifique-se de checar mais de uma vez todos os números digitados, incluindo pontos e vírgulas, para que não haja erro na hora de enviar os valores corretos. Pode parecer bobagem, mas uma simples vírgula pode transformar um valor de R$ 50.000,00 em R$ 5.000, o que pode ser um problema e tanto para você se explicar depois.


3. Fazer uma declaração imprecisa
A melhor maneira de não errar na hora de fazer a contabilidade da sua empresa é manter mês a mês as contas em dia. Assim, já na virada do ano você já tem os dados disponíveis para fazer a soma da receita bruta e entregar a declaração o quanto antes.

Muitas pessoas deixam de lado esse trabalho mensal ou não procuram o auxílio de um profissional de contabilidade para tirar as suas dúvidas. Por conta da falta de organização, valores imprecisos podem acabar sendo declarados. Com isso, aumentam os riscos de que a Receita Federal encontre algum dado incompatível ao cruzar as informações.


4. Incompatibilidade no crescimento do patrimônio
Não adianta tentar ocultar algum bem ou rendimento da Receita Federal: se o seu patrimônio não condiz com os valores que você recebeu ao longo do ano ou se o crescimento foi muito acima da média dos anos anteriores sem uma justificativa plausível, esse é um sinal de alerta para o governo.

O rendimento declarado na sua atividade como MEI deve ser compatível com aquilo que você apresentou na sua declaração de Imposto de Renda. Se você faturou os R$ 81 mil anuais – limite para o MEI – então a sua declaração de IR deve refletir isso, ou caso contrário estaremos diante de uma incompatibilidade.


5. Não entregar a declaração no prazo
O prazo de entrega da declaração anual do MEI é amplo: ele começa em janeiro e se estende até o final de maio. Porém, tanta flexibilidade em alguns momentos pode jogar contra, já que diversos empreendedores deixam para fazer isso nos últimos meses do ano.

Assim, ir deixando para a última hora pode colocar você à mercê de algum imprevisto e, em razão disso, o prazo pode ser perdido. Portanto, se a sua declaração ainda não foi entregue, programe-se para fazer isso rapidamente. Não deixe para o último dia, até para que você tenha tempo de revisar os dados com calma.


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